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Maioria evangélica pode estar usando produto no pão da Santa Ceia que estaria entristecendo a Jesus

Por: Edes
Jesus pode sentir-se triste ao ver a maioria dos pastores evangélicos usarem o pão fermentado na Santa Ceia.
Antes de entrar em detalhes para tentar justificar minha queixa, quero dizer que sou assembleiano com dezenas de anos de vida cristã dedicada a causa do Mestre Jesus. Não sou nenhum herege trazendo doutrina contrária à ortodoxia bíblica, mas um cristão inconformado com a forma como nossos líderes tratam a Santa Ceia do Senhor Jesus, apresentando aos seus fiéis o pão contendo o fermento. E como não posso fazer nada contra as decisões tomadas pela alta cúpula eclesiástica que governa nossas igrejas, faço uso da mídia eletrônica para manifestar minha insatisfação em relação as coisas que julgo não estarem de acordo com a palavra de Deus e que são ensinadas pelos nossos líderes.
 Quero dizer que esta crítica não está sendo direcionada aos pastores de congregações, pois eles estão subordinados às convenções de suas denominações, mas aos pastores que fazem parte da Convenção Geral do Brasil, aos que ditam as regras para as igrejas que lhes são subordinadas.
O problema do fermento no pão da Santa Ceia não é visto apenas por mim, creio que outros irmãos não se sentem bem ao participar do pão que simboliza o corpo de Cristo, ter como um dos ingredientes o fermento símbolo da hipocrisia, do pecado e da malícia, mas que ainda não tiveram a coragem de abrir os olhos de seus líderes.
E por falar em pão sem fermento para uso na Santa Ceia, quero parabenizar algumas denominações religiosas que não o utiliza, como Adventistas do Sétimo Dia, Igreja Católica, etc.
  PROIBIÇÃO DO FERMENTO NAS FESTAS E SACRÍCIOS DO ANTIGO TESTAMENTO
O fermento é um produto usado em receitas de pães e bolos, e sempre foi utilizado na culinária hebreia, porém, Deus proibiu seu uso nos sacrifícios que se colocavam sobre o altar e festas sagradas. A primeira proibição do fermento na reunião do povo de Deus começou na primeira páscoa realizada no Egito, na noite da libertação, como está escrito:  Sete dias comereis pães asmos. Logo ao primeiro dia, tirareis o fermento das vossas casas, pois qualquer que comer coisa levedada, desde o primeiro dia até ao sétimo dia, essa pessoa será eliminada de Israel. Ao primeiro dia, haverá para vós outros santa assembléia; também, ao sétimo dia, tereis santa assembléia; nenhuma obra se fará nele, exceto o que diz respeito ao comer; somente isso podereis fazer. Guardai, pois, a Festa dos Pães Asmos, porque, nesse mesmo dia, tirei vossas hostes da terra do Egito; portanto, guardareis este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo. Desde o dia catorze do primeiro mês, à tarde, comereis pães asmos até à tarde do dia vinte e um do mesmo mês. Por sete dias, não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado será eliminado da congregação de Israel, tanto o peregrino como o natural da terra. Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações, comereis pães asmos” (Ex. 12.15-19). Nas ofertas de manjares não podia conter bolos com fermento (Lev. 2.4 e 12; Num. 6.15-17); na cerimônia de consagração de Arão e seus filhos (Lev. 8.2 e 26); na festa dos pães asmos (Lev. 23.6; Num. 9.11; 28.17); enfim, em nenhuma reunião que envolvia ritual sagrado no Antigo Testamento  podia conter o fermento (exceto na oferta pacífica Lev. 7.13), isso porque é um ingrediente símbolo do pecado e da corrupção. Pois, assim como um pouco de fermento pode levedar a massa inteira o efeito do pecado e da corrupção devasta de forma alarmante.
O FERMENTO NO NOVO TESTAMENTO
Embora não haja nenhuma proibição bíblica no NT a respeito da presença do fermento nas cerimônias religiosas, ele está sempre associado as coisas más. O próprio Jesus foi quem mais associou o fermento com o mal. Veja o que Ele disse: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus” (Mt.16.6, 11 e 12), aqui Jesus associa o fermento como símbolo do mal, com as doutrinas daqueles dois maiores grupos religiosos, alertando que um pouco de ensinamento falso pode levar um grupo de pessoas a se desviar para o mal. Em outra ocasião Jesus alertou: Guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes” (Mc. 8.15), nesta passagem Jesus continua alertando sobre o fermento dos fariseus e inclui nesse contexto o fermento de Herodes. O fermento dos fariseus baseava-se em ensinamentos das tradições religiosas, hipocrisia e o abandono da prática da justiça e do amor. O fermento de Herodes é parecido com o fermento dos saduceus, e fala do espírito de secularismo e seu liberalismo mundano que conduzem os cristãos a apostasia moral e teológica. Em outro episódio Jesus ao falar sobre o fermento dos fariseus deu outro significado como está escrito: “Posto que miríades de pessoas se aglomeraram, a ponto de uns aos outros se atropelarem, passou Jesus a dizer, antes de tudo, aos seus discípulos: Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” Lc. 12.1), nesta passagem Jesus associou o fermento à hipocrisia, um comportamento que se tornou marca registrada dos fariseus (separados), pelo fato de ostentarem uma aparente religiosidade e discriminarem os outros que não pertenciam ao seu grupo.
 Ao tratar de um caso de incesto na igreja em Corinto, escreveu Paulo: “Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal,  foi imolado. Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade” (I Co. 5, 6 e 8). Aqui ele compara o efeito devastador do pecado ao efeito que o fermento faz ao ser misturado à massa; neste texto ele compara o fermento à maldade e á malícia.
O SÍMBOLO DA SANTA CEIA DO SENHOR
O Novo Testamento é bem claro quando se refere à Santa Ceia do Senhor Jesus, ao afirmar que o vinho oferecido após ser sagrado representa o sangue de Cristo que foi derramado para selar a Aliança de Deus com sua Igreja e o pão (asmos ou sem fermento oferecido por Jesus na última Ceia) simboliza a carne (corpo) de Jesus que foi oferecido em sacrifício a Deus em nosso lugar. O Evangelista Lucas relatou o evento da última Ceia no seguinte teor: “Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. E, tomando um cálice, havendo dado graças, disse: Recebei e reparti entre vós; pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus. E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim” (Lc. 22.14-19). O apóstolo Paulo ao doutrinar aos irmãos acerca do ritual e do significado dos elementos, escreveu: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim” (I Co. 11.23-25. Aqui Paulo faz questão de dizer que ele estava ensinando os cristãos participarem da Ceia da mesma forma que ele havia aprendido; inclusive ratificando o que havia sido dito por Jesus, dizendo que os elementos e a cerimônia tratavam-se de um ato simbólico apenas, mas de um valor espiritual muito grande.
Ora, os defensores do pão fermentado podem alegar que não há nenhum problema em oferecer o pão fermentado, por não estarmos vivendo no tempo da Lei de Moisés, entretanto, o fato de estarmos lidando com elementos simbólicos reforça a ideia de que não podemos incluir algo que representa o mal e a corrupção, num cerimonial tão sagrado como a Santa Ceia. Pois jamais podemos associar o corpo de Jesus com a corrupção, a malícia, a maldade, a hipocrisia, o ensino falso, etc.

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