quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

VENCENDO OS CONFLITOS

Dentre os problemas sociais existentes na atualidade nada se compara aos conflitos. Os meios de comunicação quase que não se ocupam em noticiar outra coisa. Mostram tantos casos de violência que os tele-jornais já se tornaram sinônimo de casos policiais. Há pessoas, por exemplo, que já não querem mais assisti-los devido a tantos casos horripilantes que são apresentados. Não seria o fim do mundo? Bem, por um lado podemos afirmar que sim, pois segundo as Escrituras, o aumento da intensidade e freqüência desses casos são indícios da volta de Cristo. Mas uma coisa é certa, os conflitos existem desde os primórdios. O primeiro caso de homicídio foi o de Caim que matou seu irmão Abel; daí para cá os registros do A. T. nos surpreendem com conflitos das mais variadas dimensões e categorias.
A origem dos conflitos está em primeiro lugar relacionada à falta de amor entre as pessoas. O amor tem se tornado superficial e condicionado alguma forma de interesse egoísta. O ser humano em sua maioria sofre de grande crise de amor. O amor que é demonstrado a alguém agora pode ser transformado em ódio dentro de instantes; basta tão somente seus interesses serem ameaçados pela pessoa a quem se diz amar; isso é o que prova os inúmeros casos de pessoas que matam suas ex-esposas em nome do amor.
Além dos conflitos que existem nos relacionamentos interpessoais, existem também os conflitos internos, quando por algum motivo; psicológico, espiritual ou influência externa, o indivíduo passa a viver um dilema que muitas vezes termina com um trágico fim. Como cristão, tive alguns anos atrás, a triste experiência de lidar com um conflito interior que amargou minha vida por muito tempo. Minha mente se tornou um grande campo de batalha onde grandes mísseis de pensamentos desagradáveis eram deflagrados a todos os momentos. Diante daquela triste situação eu tinha que ficar constantemente em alerta, sempre pronto para defendê-los com a palavra de Deus. Hoje, graças as Deus fiquei liberto dos maiores ataques que me massacravam, mas como qualquer cristão, preciso continuar vigiando para poder ter a capacidade destruir outros de menor intensidade que sempre são lançados pelo nosso inimigo que não desiste nunca.
AS ORÍGENS DOS CONFLITOS
O termo “conflito” vem do latim “conflictus” (Choque, investida) e segundo o dicionário “LAROUSSE Ática” da língua portuguesa, significa:” Oposição de interesses, idéias; luta, desentendimento”. Nos textos sagrados existem muitos termos que definem a palavra “conflito”, como: Contendas, facções, discórdias, pelejas, porfias, dissensões, etc. Seja qual nome se possa dar ao conflito, isso não importa o que precisamos saber é o quanto ele é prejudicial aos relacionamentos, bem como procurar descobrir suas origens e tentar encontrar uma solução para o mesmo.
Para melhor explicar os diversos motivos para os conflitos vamos buscar os vários casos registrados na Bíblia sagrada. Nela descobrimos muita coisa sobre o comportamento humano inclusive a constatação de que as barbáries que se vêem hoje, já eram praticadas na antiguidade. No livro de Gên. 6:5, está escrito: “E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”.
Dentre as causas para os diversos tipos de conflitos fiz questão de destacar alguns, como se segue:
ORGULHO: Satanás foi o primeiro causador dos conflitos, quando cheio de orgulho e prepotência por estar ocupando uma posição bastante elevada, reuniu a terça parte dos anjos para lutar contra a autoridade de Deus. Isaias descreve: “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo” Isa. 14:13, 14 e 15. O escritor do livro de Provérbios deixa claro que o orgulho é uma das causas dos conflitos quando escreve: “O orgulhoso de coração levanta contendas, mas o que confia no SENHOR prosperará” Pv. 28:25.
INVEJA: “E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante... E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou” Gen. 4:4 e 5 e 8.
ÓDIO: Depois de perceber que seu irmão Jacó havia tomado sua bênção por meio do engano Esaú resolveu em seu coração, matá-lo logo que seu pai viesse a falecer, o intento só não foi concretizado porque Deus tinha um plano na vida dos dois. Veja o que o texto bíblico diz sobre o assunto: “E Esaú odiou a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; e matarei a Jacó meu irmão” Gen. 27:41.
Estas foram apenas três das inúmeras causas dos conflitos que houve no passado, mas poderíamos enumerar em uma lista muito extensa os fatores causadores dos conflitos. No presente século o que mais provoca desentendimentos é a falta de diálogo, incompatibilidades, crises financeiras, ciúmes, vícios, etc. Mas, sobretudo a necessidade de um verdadeiro encontro com o Príncipe da Paz.
COMO VENCER OS CONFLITOS EXTERNOS
Os conflitos externos são muitas vezes reflexos dos conflitos internos. Alguém que carrega algum trauma desde a infância pode tornar-se uma pessoa irritada e pouco sociável. Entretanto, por mais que pareça difícil conviver harmoniosamente com tais indivíduos, sempre há uma solução. Os ingredientes mais necessários para um relacionamento harmonioso é: Jesus no coração em primeiro lugar, amor, humildade para reconhecer seus próprios erros e tolerar as ofensas de seu oponente, compreensão, liberalidade para perdoar, estar disposto a abrir mão de alguns interesses a fim de conquistar uma perfeita harmonia. Enfim, com tudo isso junto, não há campo de batalha que não se transforme em um paraíso. Além disso, algumas dicas são bastante úteis: Jamais tente resolver o problema enquanto seu opositor está exaltado cuspindo fogo pra todo lado; dê um tempo para que a emoção seja substituída pela razão, aí ficará fácil de entrarem em um consenso. Lembre-se de uma coisa, os fortes e corajosos não são aqueles que procuram resolver seus problemas usando a violência física ou verbal, mas quem de forma sensata usa a sabedoria para demonstrar as qualidades de um verdadeiro cristão. Ao ser ofendido, não procure revidar os desafetos com a mesma moeda, fazer isso é você querer descer ao nível do seu ofensor, mostre que você é forte e que não irá trocar seus valores morais e espirituais por nada nesta terra. Gente educada e de boa formação religiosa resolve seus problemas com classe e não satisfazendo seus instintos carnais.
COMO VENCER OS CONFLITOS INTERIORES
Os conflitos internos são de origem psicológica ou espiritual. Como não entendo de psicologia, apresentarei algumas dicas com base em casos e conselhos bíblicos. Para isso quero mencionar dois casos registrados nos textos sagrados: Do Rei Saul (Primeiro Rei de Israel) e do jovem rico que teve um encontro com Jesus para interrogá-lo acerca da vida eterna. No primeiro caso, temos um homem ocupando o maior cargo de Israel, e ter o privilégio de marcar o início da monarquia israelense. Contudo, Saul deixou que o orgulho espiritual e a prepotência sobrepujassem a submissão que era devida à autoridade eclesiástica de Samuel, que por sua vez era um porta-voz de Deus. Desobedecê-lo era desobedecer ao próprio Deus, mas Sal não deu muita importância; talvez imaginasse que uma pequena transgressão não tivesse nenhum problema. Como muitos hoje, que acham que um pecadinho não tem nada não. Ele, em seu segundo ano de reinado teve que lutar contra os filisteus (I Sam.13). Os mesmos se acamparam em volta dos israelitas com carros e todo equipamento bélico da época, de sorte que todo o Israel tremeu diante do inimigo. Diante daquela situação de constrangimento e aperto, e sem obter uma resposta de Deus, Saul resolveu fazer o que era de competência de Samuel. Mandou que matasse animais para o sacrifício e ofereceu um holocausto a Deus. Quando terminou de oferecê-lo chegou Samuel e disse: “... Procedeste nesciamente, e não guardaste o mandamento que o SENHOR teu Deus te ordenou; porque agora o SENHOR teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre; porém agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado o SENHOR para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado o SENHOR, que seja capitão sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou”(vv.13 e 14).
Ao oferecer o sacrifício Saul cometeu duas faltas, uma porque não esperou até que Samuel chegasse (No sétimo dia) e o outro porque só quem podia sacrificar era o sumo sacerdote.
O segundo pecado que acabou selando o fim do seu reinado foi quando ao lutar com os amalequitas (Cap. 15), levou cativo, o Rei Agague e o melhor dos animais, infringindo a ordem divina dada por Samuel que havia dito que nada deveria ser deixado com vida. Esses foram os pecados que comprometeram o seu reinado; a partir daí o Espírito de Deus o abandonou e um espírito mau da parte de Deus passou a atormentá-lo. Entretanto, o seu pior pecado foi quando atormentado e sem obter nenhuma resposta divina procurou uma feiticeira para consultá-la.
A partir do momento em que Deus abandonou Saul, ele passou a ter uma vida de conflitos interiores intermináveis que só melhorava nos momentos em que David tocava a sua harpa.
Outro exemplo de conflito interior é do jovem rico que ao aproximar de Jesus fez a seguinte pergunta (Mat. 19:16-22): “O que devo fazer para obter a vida eterna?”
Para quem conhecia aquele jovem sua pergunta causou-lhes grande surpresa, pois como ele mesmo deixou claro, era um religioso de carteirinha desde a sua infância. Todos que o vissem com sua Bíblia debaixo do braço indo para a Igreja todos os dias de culto, jamais imaginariam que o bom moço carregasse em seu peito a incerteza da salvação. Mas como religiosidade não é sinônimo de vida eterna e nem de Paz interior, aquele moço vivia em constantes conflitos consigo mesmo.
Ao analisar os dois casos mencionados chegamos à seguinte conclusão: O primeiro caso é típico de quem insiste no erro preferindo os valores mundanos a Cristo e a felicidade que sua Paz produz. No segundo, a identificação com muitos casos de pessoas que nasceram em lar cristão, vai à Igreja todos os dias, participa dos trabalhos, mas nunca tiveram um encontro verdadeiro com Jesus Cristo. Suas vidas são de incertezas e conflitos. E para que essa situação seja invertida só tem uma solução. Jesus Cristo! Ele mesmo declarou isso quando disse: “ Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” Mat. 1128.
Para finalizar quero deixar claro quem nem sempre o conflito interior tem como causa o pecado. Muitas vezes o próprio diabo que é o nosso acusador coloca no cristão um falso sentimento de culpa com a finalidade de causar-lhe sofrimentos. Se você está sofrendo com uma consciência culpada por algo que você cometeu antes de aceitar a Cristo, ou mesmo depois de tê-lo aceitado, mas que já confessou e pediu perdão; não se preocupe. Fale para o acusador que Jesus já o perdoou e tenha uma vida de Paz.

Ponte A. B. Jesus-TO., 21/01/10

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