sexta-feira, 2 de abril de 2010

FAMILIA VERSUS IGREJA E SOCIEDADE

Inicia-se o segundo trimestre de 2010, e com ele, acaba de chegar a nossas mãos a revista da EBD, que tem como tema principal: “Família, Igreja e Sociedade”. Um assunto tão importante para a nossa geração que podemos considerá-lo um grande presente para a sociedade moderna. Isto porque os assuntos que serão abordados neste trimetre, trarão para nós cristãos, grandes ensinamentos capazes de impactar nossa estrutura familiar; a Igreja como uma família cristã e conseqüentemente influenciar a sociedade de modo geral.

Muito embora eu não tenha visto nenhuma estatística recente a respeito da população mundial; poço imaginar com base em uma, que vi há alguns anos; que temos hoje uma população de mais ou menos seis bilhões de habitantes. Um número bastante significativo e que até parece coincidir com os seis mil anos da formação da primeira família a habitar a terra. Isso mostra que o crescimento demográfico avançou assustadoramente; e poderia ser maior, se não fossem os métodos utilizados pelas gerações mais recentes para o controle da natalidade.

Com o grande crescimento demográfico veio também o crescimento de muitas coisas boas e outras bastante ruins. Como por exemplo, podemos afirmar que o mundo passa por uma crise moral nunca visto antes. Violência nas ruas, nos lares, nas escolas, no trabalho e até mesmo no âmbito de certas instituições religiosas; a imoralidade sexual é outro aspecto negativo da nossa geração, pois o que era considerado tabu poucos anos atrás, hoje é considerado normal. O sexo fora do casamento, por exemplo, era algo que trazia grandes constrangimentos para as famílias envolvidas; na sociedade atual o que é ignorado é o fato da moça e o rapaz se conservarem virgens na adolescência. O casamento que foi uma instituição divina exclusiva entre os sexos opostos, hoje está banalizado por algumas culturas que adotam o casamento entre pessoas do mesmo sexo; por outro lado, o casamento da forma legal, como foi instituído por Deus, nunca foi tão banalizado como em nossos dias. Homens e mulheres (Em sua maioria) não honram o pacto que fizeram perante do ministrante no casamento em que se casaram. Comprometeram-se a serem fiéis um ao outro até que a morte os separe; contudo, levam uma vida de promiscuidade e desrespeito para com a família e os mandamentos divinos. Como se não bastasse todas essas imoralidades. A corrupção permeia a nossa sociedade algo que presenciamos a todo instante pela mídia; e até mesmo somos vitimados, por pessoas que tentam a todo o momento subtrair aquilo que temos conquistado com muito esforço. E não são delitos praticados apenas por aqueles que vivem a margem da sociedade não, mas por quem criaram as leis e deviam estar zelando por elas; são os ladrões do colarinho branco, que metem a mão no dinheiro público como se tivesse pegando algo na despensa de sua própria casa.

Diante de toda essa crise de integridade moral que estamos presenciando só tem duas soluções: Uma boa educação familiar com base nos princípios bíblicos e uma boa educação cristã recebida na Igreja moldada nos ensinos de Jesus. O resultado seria uma sociedade mais solidária, ordeira, harmoniosa, feliz e isenta da maioria dos problemas que hoje enfrentamos.

Ao realizar o primeiro casamento no Édem, Deus tinha um propósito muito importante em mente – a perpetuação da espécie, quando disse: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra...”Gen. 1:28. Porém, o Seu principal desejo é que essa multiplicação acontecesse de maneira que o homem não se distanciasse Dele; pelo contrário, que continuasse em comunhão com Ele por meio da obediência aos seus mandamentos. Entretanto, depois que o primeiro casal caiu em pecado, percebemos por meio das histórias, bíblica e profana, que junto ao crescimento populacional, veio também o crescimento da corrupção e o distanciamento cada vez mais; da criatura do Seu Criador. Mas como Deus nunca desiste dos seus planos para fazê-los cumprir, cerca de dois mil anos após a queda, já com um povo que escolhera para dele fazer uma nação santa, e sabendo da possibilidade dele abandonar os seus mandamentos , disse através de Moisés: “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E ESTAS PALAVRAS, QUE HOJE TE ORDENO, ESTARÃO NO TEU CORAÇÃO; E AS ENSINARÁS A TEUS FILHOS E DELAS FALARÁS ASSENTADO EM TUA CASA, E ANDANDO PELO CAMINHO, E DEITANDO-TE E LEVANTANDO-TE. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas. Quando, pois, o SENHOR teu Deus te introduzir na terra que jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, que te daria, com grandes e boas cidades, que tu não edificaste, e casas cheias de todo o bem, que tu não encheste, e poços cavados, que tu não cavaste, vinhas e olivais, que tu não plantaste, e comeres, e te fartares, guarda-te, que não te esqueças do SENHOR, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão” Deut. 6:4-12. Tal preocupação tinha como objetivo formar um povo que pudesse influenciar positivamente as nações através de um padrão de vida completamente diferente. Um povo que pudesse refletir o caráter de Deus e fazer com que a sua imagem perdida no Édem pudesse ser notada por um povo que não O conhecia. Portanto, uma das funções básicas mais importantes da família é a transmissão dos valores espirituais ensinados por Deus em sua Palavra.

A família contemporânea tem sofrido as conseqüências dos avanços que o mundo vem sofrendo de maneira bastante acentuada. Os homens parecem ter chegado ao ápice do conhecimento, pois parece não haver mais o que inventar; contudo, sabemos que o conhecimento é infinito e Deus sempre o dispensa a humanidade com o objetivo de que ela possa contribuir para o bem coletivo. Mas será que os grandes avanços tem nos proporcionado somente benefícios? Claro que não! Enquanto a humanidade usufrui dos benefícios que os avanços do conhecimento vêm proporcionando, gradativamente os valores espirituais, morais e sociais estão perdendo o seu real valor. Por exemplo, as grandes transformações no poder aquisitivo das pessoas e a inserção da mulher no campo profissional, proporcionando-lhe independência financeira, e a transformando em uma grande competidora do seu próprio marido, têm feito com que ela se sinta independente, a tal ponto de não suportar ao seu esposo quando por ele é reclamada. Pelo contrário, inspirada no movimento feminista em evidência, e amparada pela nossa Constituição Federal e pela independência financeira, tornam-se intolerantes, ao ponto de por qualquer motivo pedir o divórcio, apenas para se sentir livre para cumprir os seus caprichos.

Como conhecedores das Escrituras sagradas e como membros da família cristã, não podemos deixar que essas evoluções venham influenciar nossas vidas de tal forma que venham nos fazer perder as verdadeiras características de filhos de Deus. Precisamos nos conscientizar que temos uma Constituição (Lei de Deus) que está acima das leis que regem o nosso país e que jamais devemos desrespeitá-la. Devemos saber que sua importância para as nossas vidas é imensurável e que devemos pensar, agir e falar como Pedro e os demais apóstolos que disseram: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” Atos 5:29.

A Igreja é uma agência do Reino de Deus neste mundo tenebroso, por isso ela deve se valer das armas espirituais que Deus a entregou e utilizá-las no sentido de procurar destruir as fortalezas erguidas pelo inimigo e libertar as almas que estão escravizadas e sem esperança de vida eterna. No entanto, como qualquer instituição, ela é formada por famílias. E essas, devem reconhecer a sua importância no crescimento numérico e qualitativo da Igreja, e para isso, o chefe de família, digo, não apenas o pai, mas também a mãe deve desempenhar o papel de verdadeiro sacerdote e mãe dedicada à obra de Deus; que ensinem seus filhos a serem bons cristãos e cidadãos exemplares.

Para manter os filhos num padrão moral e espiritual que exalte o nome de Deus; o pai deve impor sua autoridade com o amor que o pai verdadeiramente deve ter pelo seu filho. Pois Deus como nosso Pai, jamais deixou de impor a sua autoridade e soberania, mas sempre demonstrando amor por nós, esperando que esse amor seja correspondido.

Assim como a família contribui para o desenvolvimento da Igreja, a Igreja tem uma participação muito maior na formação do caráter dos seus fiéis. Porque falo isso? Porque uma pessoa pode ter recebido uma má educação no lar e por isso, possuir um mau caráter; mas quando aceita a Cristo e recebe bons ensinamentos, sua vida passa por uma transformação radical, por que: “...Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” II Co. 5:17.

Quando uma pessoa, por algum motivo, como: Deficiência da educação recebida no lar, mau exemplo dos seus genitores; ou quem sabe seja uma pessoa que recebeu tudo o que precisava para ser um bom cristão e bom cidadão, mas que por decisão própria ou por não ter resistido à sedução mundana, passou a viver dissolutamente; quando ela aceita a Cristo de coração, todas essas deficiências são supridas e ela passa a ser uma pessoa completamente diferente. Esse é um trabalho que a escola secular não consegue fazer. Mas somente a Igreja de Cristo que possui todos os elementos necessários para a formação do caráter que é ação poderosa do Espírito Santo através da Palavra de Deus.

Pela sua grande importância tanto na formação de bons pais de família, bons filhos, bons maridos e boas esposas, bons patrões e bons empregados e enfim bons cidadãos; e o mais importante na formação de verdadeiros filhos de Deus e cidadãos dos céus é que a Igreja deve se empenhar com dedicação no ensino bíblico sem mistura e sem rodeios.

A nossa sociedade vive um verdadeiro caos. Um caos originado pela libertinagem e violência, pelas práticas pagãs que vem sendo ensinadas nas escolas públicas como culturas, pelo desrespeito as autoridades, pelo grande número de religiosos sem compromisso com a mensagem do Evangelho e com Deus, pelas desenfreadas competições pelo dinheiro e poder, pelo egoísmo de forma acentuada, pela miséria que assola nosso país e outras partes do mundo, pelas desigualdades sociais que tem causado um distanciamento cada vez maior entre o pobre e o rico, pela preferência do Estado de forma disfarçada pela Igreja da maioria em detrimento das demais, etc. E aí você se pergunta: Qual é a origem de tudo isso? – No caso do Brasil, além da influência demoníaca que encontra guarida na natureza humana, outros fatores contribuíram para tudo isso. Considere uma coisa! Estude as origens dos povos que deram origem ao país. Quem eram de onde veio, qual era a sua cultura, qual era o seu caráter, etc. Quem foram os primeiros operários? – Pessoas condenadas por vários tipos de crimes e por isso foram degredadas e mantidas pelo resto da vida, e aqui constituíram famílias - E o resultado...! Creio que não precisa explicar. Juntando-se a outros povos de culturas e práticas pagãs, o resultado foi um país religioso, mas sem Deus. Uma religiosidade voltada para o diabo e as fábulas. Entretanto, nosso país é muito insignificante em relação a outras sociedades inclusive aquelas que existiram na época em que a história bíblica do Antigo Testamento foi escrita. Como assim mencionou o comentador de nossa lição: “Todas as provas bíblicas apontam para uma corrupção social generalizada (Rm 3:23)”

Por que as sociedades antediluvianas se corromperam tanto que foi necessário Deus trazer uma destruição em massa? Por ter uma natureza caída manchada pelo pecado. O homem sem Deus jamais terá condições de manter um padrão social, moral e espiritual que esteja em harmonia com o Criador. Mas e o que dizer de outras civilizações de tempos posteriores como: Babilônia, Egito, Assíria, Grécia, Roma, e até mesmo o próprio Israel que recebeu do próprio Deus uma Lei que nenhum outro povo teve o privilégio de receber? Poderíamos dizer que os demais países por não ter o conhecimento da vontade de Deus por meio de uma lei, a qual pudesse consultá-la no momento necessário. Mas, e Israel? Porque desprezou a Deus e falhou tantas vezes, como até agora, que aguarda a chegada do Messias que já veio e voltou; e segue uma lei que foi invalidada a dois mil anos?

Outras sociedades não tinham o conhecimento de Deus e por isso mantinham seus costumes e culturas baseados em fábulas contadas pelos seus ancestrais; mas se tivessem em suas mãos os mandamentos de Deus, fariam a mesma coisa que Israel; pois a maldade do coração do homem só o empurra para as coisas más deste mundo. Para o homem sem Deus, acreditar em dez mentiras é mais fácil do que acreditar em uma verdade; satisfazer as suas concupiscências carnais está acima de qualquer interesse; enfim, ouvir a voz satânica é tão suave e agradável o quanto é difícil para ouvir a voz de Deus.

Todos nós conhecemos muito bem a sociedade da qual fazemos parte e sofremos pelas injustiças praticadas pelas nossas autoridades e pelas barbaridades que são praticadas a todo instante; as quais ceifam dezenas e centenas de vidas todo dia; e pior ainda, a maioria está sendo conduzida para a eternidade sem Deus. Diante desta cruel situação, nós como Igreja de Cristo que conhecemos a sua Palavra e sabemos do poder que ela tem, temos que nos empenhar no resgate das almas que estão em desespero.



P.A.B.J – TO. 02.04.10

Uma Geração de Cristãos que não Dança nem Pranteia

Por: Edes Durante o tempo de sua peregrinação, Jesus observou com atenção como Ele e João Batista foram recebidos pelos seus contempor...