quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

GIDEÃO, UM HOMEM TEMPERANTE

"Então os homens de Efraim lhes disseram: Que é isto que nos fizeste, que não nos chamaste, quando foste pelejar contra os midianitas? E contenderam com ele fortemente. Porém ele lhes disse: Que mais fiz eu agora do que vós? Não são porventura os rabiscos de Efraim melhores do que a vindima de Abiezer? Deus vos deu na vossa mão os príncipes dos midianitas, Orebe e Zeebe; que mais pude eu fazer do que vós? Então a sua ira se abrandou para com ele, quando falou esta palavra”(1).
Foram com essas palavras que Gideão sabiamente conseguiu acalmar os ânimos daqueles que procuraram com veemência fazê-lo perder a razão. Ele era um homem que havia recebido o Espírito Santo em sua vida, e por isso não deixou que seus sentimentos falassem mais alto que a voz do Espírito. Um homem natural cheio de orgulho teria respondido à altura de suas ásperas palavras. Teria quem sabe, feito respeitarem a sua posição por meio da força física, já que como Juíz possuía homens ao seu serviço.
A atitude desse homem de Deus tornou-se um modelo perfeito para os cristãos hodiernos, já que fazemos parte de uma geração de homens e mulheres que procuram satisfazer mais a voz da natureza pecaminosa a deixar ser guiado pela voz suave e meiga do Espírito Santo. No texto que serviu como introdução para este estudo, o que mais me chamou a atenção foi atitude sensata tomada por Gideão, a qual demonstra claramente um dos traços mais importantes da sua personalidade – a temperança. Uma virtude que faz a diferença quando o cristão verdadeiro se encontra diante de uma situação de conflitos.
Você sabe reconhecer uma pessoa sem domínio próprio? Talvez você sinta dificuldade até mesmo em saber se você se enquadra nesta qualidade; então responda as seguintes questões:
- Ao ser tratado com ignorância e desafetos você é daquelas pessoas que procuram responder a altura, e quem sabe exceder um pouquinho mais?
- Ao ver uma mulher atraente e quase despida, você é daqueles que não consegue desviar o olhar; fitando os olhos; uma, duas, três e quantas vezes forem possíveis?
- Quando passa por perto de um copo de bebida alcoólica não consegue passar sem tomar um pouquinho?
- Você é daqueles que não consegue deixar o cigarro e outros tipos de vícios?
- Ao se apaixonar por alguém, se possível for, contraria os princípios bíblicos para satisfazer os caprichos dessa pessoa?
- Você é uma pessoa tagarela que não consegue refrear sua língua, mas fala de tudo e de todos?
- Você come demais a ponto de adoecer?
- Ao sentir-se prejudicado de alguma forma, você é daqueles que procura aliviar suas tensões se maldizendo e xingando?
- Você não consegue desviar a maioria dos maus pensamentos que vêem à sua mente?
- Você neste carnaval ficou tão atraído pelos encantos da folia que acabou se infiltrando nela?
Se você respondeu positivamente pelo menos uma destas questões você é uma pessoa sem temperança. Ou seja, sem domínio próprio, pois não consegue dominar suas vontades, emoções e demais inclinações carnais.
A palavra “temperança” significa moderação diante de qualquer situação que exija controle. Quem possui temperança controla: Sua ira, suas paixões, seu apetite, seu desejo lascivo, suas ambições, seu tempo, seus olhos, seus sentimentos, sua espiritualidade, etc.
Os seres humanos foram criados para dominar todas as outras criaturas, como está escrito: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra”(2).
Pelo fato do homem no princípio ter em si, a imagem do seu Criador, possuía também, a capacidade de domínio sobre si mesmo. O problema de Eva e posteriormente seu marido terem desobedecido a Deus, fora apenas, a falta de vigilância. Pois, se estivessem atentos a ordem de Deus jamais O teriam desobedecido. A culpa por tais transgressões herdadas por nós nos legou também a incapacidade do autodomínio. Contudo, Jesus, pelo seu Santo Espírito implantou em nós a sua própria natureza; a qual é capaz de dominar, assim como Ele dominou; toda a natureza má que herdamos de Adão.

O CRISTÃO E A PRÁTICA DA TEMPERANÇA
O cristão é nova criatura, por isso deve estar subordinado à voz de Deus que fala ao seu coração e através das sagradas Escrituras. Como a mudança que houve da água, para o melhor vinho ali na festa de casamento em Caná, a vida cristã precisa estar em constante novidade. Acerca desse assunto recomendou Paulo: “E vos renoveis no espírito da vossa mente; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (3). E ao escrever aos cristãos de Corinto, disse: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”(4). Então, se somos novas criaturas em Cristo Jesus, temos como obrigação apresentar um novo estilo em nosso viver diário. Os maus costumes que aprendemos com nossos contemporâneos no tempo da ignorância não devem fazer parte de nossas ações, pelo contrário, agora temos a Bíblia como a nossa única regra de fé e prática. Assim, como temos a Constituição da República que é um conjunto de leis, das quais precisamos estar em consonância para que possamos nos tornar bons cidadãos; A Bíblia é o cânon sagrado que nos ensina os bons costumes aceito por Deus, os quais, se obedecidos fielmente, nos fazem verdadeiros cidadãos dos céus.
Para que essas leis sejam cumpridas precisamos manter o domínio próprio; e uma das coisas que mais precisamos dominar é a língua - e a mais difícil de ser domada. O Apóstolo Tiago sabiamente escreveu: “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal”(5). Quando ele afirma aqui que nenhum homem pode domar a língua significa dizer, que por mais que o ser humano esteja atento, no sentido de evitar cometer erros ao falar; acaba se decepcionando, ao ver que é impossível não cometer alguma falta que possa ofender a Deus e ao próximo. Por isso, a atenção com relação a língua deve ser muito grande, e para isso, o quanto menos a pessoa falar, menor será a possibilidade de cometer tais erros. Pois, “Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio” (6).
Dentre os cristãos existem aqueles que por se tornarem simpatizantes do cristianismo, fizeram como o Imperador Constantino, que aderiu ao cristianismo, mas não deixou que Cristo entrasse em seu coração para mudar o curso de sua vida. O resultado é uma vida cristã mista, uma parte para Cristo e outra para suas paixões. Tais pessoas se comprazem em se assentar nas calçadas e nas portas de suas casas, para junto com seus vizinhos falarem de Deus e mundo. Em suas conversas não fica ninguém que não receba um apelido ou um adjetivo que macule a sua imagem. As pessoas que assim procedem, são pessoas que não tem paz com Deus e nem consigo mesmas; falam do seu próximo porque não conseguem chegar aonde ele chegou. Difama-o, porque acha que denegrindo a sua imagem, ela possa elevar a sua própria a melhores condições. São essas pessoas falastronas que nunca prosperam na vida espiritual; sempre estão causando problemas para o ministério, e dando mau testemunho por onde passam. Para essas pessoas que possui esse mau costume, vejam o que dizem estas palavras: “Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno” (7). As pessoas que não refreiam a sua língua acabam revelando o que durante muito tempo conseguiram armazenar dentro do seu coração. Certa vez, Jesus disse aqueles que lhe opunham: “Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca” (8).
Portanto, prezado irmão e amigo, não deixe o seu corpo ser queimado no inferno por causa da desse pequeno membro que existe em sua boca. Fale apenas o necessário. Se você sentiu vontade de falar algo, primeiro faça uma análise se o que vai falar é do interesse de quem vai ouvir; se vai trazer alguma utilidade para o ouvinte e não vai trazer prejuízos para sua vida.
Dentre nossas faculdades, a mente é a que mais devemos ter cuidado em nosso dia a dia. Pois tudo que fazemos ou falamos primeiro teve que passar pelo processo mental. Pois ao receber as informações vindas do mundo exterior via alguns dos nossos cinco sentidos, a mente passa a iniciar o processo de concepção de alguma ação que deverá ser, ou não, praticada pelo nosso corpo. Portanto, temos na mente (intelecto) um campo de batalha onde temos que lutar com grandes inimigos. São inimigos que entraram por alguma das cinco portas: Olhos, ouvidos, olfato, tato e paladar. Ou, ainda pior, por algo abstrato, que é a voz do nosso maior inimigo que sussurra algo diretamente em nossa mente. Ele pode dizer para alguém: A sua vida não tem sentido - a melhor solução é se matar! Você é um derrotado! Pra você não tem mais jeito!
A Bíblia chama a mente de coração e nos recomenda a termos cuidado com ela: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”(9). Podemos compará-la também ao processador de um micro computador, o qual se encarrega de processar todas as informações passadas pelos periféricos responsáveis pelas entradas das informações e retornam em forma de comando aos hardwares responsáveis pela saída. O profeta Isaias foi mais longe quando escreveu: “Ninguém há que clame pela justiça, nem ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniqüidade. Chocam ovos de basilisco, e tecem teias de aranha; o que comer dos ovos deles, morrerá; e, quebrando-os, sairá uma víbora”(10). É isso mesmo, o profeta comparou os maus pensamentos a ovos de serpentes que estão sendo chocados; que depois de eclodidos, é claro - sairá deles, pequenas cobrinhas que mais tarde causarão sérios danos a quem os chocou. Os maus pensamentos causam sérios problemas, pois além de se transformarem em um tipo de pecado, deixam o cristão impotente diante das tentações. É certo que é algo impossível não termos algum tipo de pensamento mau em algum momento, contudo, podemos evitar uma grande parte deles. Como? Se a nossa mente precisa de informações passadas pelos nossos cinco sentidos para que ela possa projetar algo; se procurarmos evitar a nossa aproximação das coisas ilícitas, obviamente ela não terá muita coisa para imaginar. Portanto, ocupemo-nos das coisas celestiais, e teremos mentes se ocupadas com as coisas do céu. O grande apóstolo escreveu: “Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra”(11). Ao escrever aos Filipenses, completou: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (12).
Não temos dúvidas de que nossas atitudes dependem das coisas que estão armazenadas em nossa mente e em nosso subconsciente. Portanto, cuidemos bem dela exercitando-a com a meditação na palavra de Deus; na beleza de suas obras, na imensidão do seu amor e na sua grande misericórdia.

OS AMARGOS FRUTOS DA INTEMPERANÇA
Um dos frutos mais amargos da intemperança, que neste contexto podemos denominá-la de falta de sobriedade, é o vicio do alcoolismo. Ele mata as pessoas aos poucos, antes, porém, faz com que suas vítimas se tornem insociáveis; perdendo a família, os bens, os cuidados pessoais, perdendo a amizade com as pessoas de bem, perdendo a vergonha, a saúde e por fim, acaba ficando à margem da sociedade; passando a dividir o espaço e o alimento com os cães que moram nas ruas.
Um dos piores problemas desse e de outros entorpecentes é o poder que eles têm de escravizar o indivíduo. Suas capacidades de domínio são tais, que se não houver um tratamento especializado ou então a intervenção divina; conforme a gravidade do caso, esses indivíduos jamais conseguiriam obter a libertação; exceto em alguns casos em que o indivíduo possui um grande autodomínio. Há poucos dias, um jovem de minha cidade, que por muitos anos deixou ser dominado por esses vícios; chorando pediu-me: Edes, fala pra eu deixar de beber? - Eu, sem saber o que fazer de imediato, falei de sua necessidade em abandonar aquele vício. E compreendi de imediato que o que ele na verdade estava querendo é que eu intercedesse a Deus em prol da sua libertação. Portanto, antes que você chegue a uma condição de dependência química como essa deste jovem. Procure obedecer à palavra de Deus que nos aconselha a nos enchermos do Espírito, não procurar nos alegrar com o vinho.
A obstinação no erro é algo que na maioria dos casos tem como origem a falta de temperança. Digo isso porque muitos, mesmo sabendo do erro que está cometendo, não têm a mínima vontade de abandoná-lo. Pelo contrário, tem prazer em praticá-lo. Mas, o maior perigo é quando a pessoa por não possuir o autodomínio; reincide no mesmo erro por muito tempo, mesmo sabendo do mal que está praticando e às vezes até, rejeitando a voz do Espírito Santo que o adverte a não praticá-lo. Esse tipo de teimosia é um caminho que não irá muito longe, pelo contrário, levará o infrator a um caminho sem volta. João Bunyan, em seu livro “O Peregrino” procurou descrever o estado de alguém que se encontra nessa condição da seguinte forma (Diálogo do Intérprete com Cristão):
“- Não. Espere, disse Intérprete, até que eu lhe mostre um pouco mais, e depois você retornará ao seu caminho. Então levou-o pela mão a um cômodo muito escuro onde um homem se achava sentado dentro de uma jaula de ferro. Parecia um homem muito triste. Cabisbaixo, as mãos cruzadas no colo, ele suspirava como se tivesse o coração prestes a rebentar.
- Que significa isso? Perguntou Cristão.
- Pode perguntar a ele mesmo, respondeu Intérprete.
Cristão caminhou até a jaula de ferro e indagou:
- Quem é você?
- Antigamente eu parecia ser um cristão bom e bem sucedido. Pensava estar no caminho para a Cidade Celestial, e a idéia de chegar lá me causava prazer.
- Mas hoje o que você é?
- Hoje sou um homem em desespero, porque deixei de vigiar e ser sóbrio. Dei rédeas soltas às minhas concupiscências. Pequei contra a luz da Palavra e contra a santidade de Deus. Tentei o diabo, e ele veio ter comigo. Entristeci o Espírito Santo e Ele se afastou. Endureci o coração de tal modo que não me posso arrepender.
- Mas você não pode ainda arrepender-se e voltar?
- Deus me negou o arrependimento. Ai de mim, pois Ele me encerrou nesta jaula. Ó eternidade! Eternidade! Como suportarei o castigo eterno?
Então disse Intérprete a Cristão:
- Que a infelicidade deste homem lhe fique na lembrança e lhe sirva de aviso.
- Isto é horrível! Disse Cristão. Que Deus me ajude a ser sóbrio. Peço-lhe, senhor, que agora me deixe seguir viagem”.(13)
Vale a pena deixar que o Espírito Santo domine o nosso ser, pois assim evitaremos sermos dominados pelo mal.

Anotações bibliográficas:
1 - Juízes 8:1-3
2 - Gênesis 1:23
3 - Efésios 4:23 e 24
4 - II Coríntios 5:17
5 - Tiago 3:8
6 - Provérbios 10:19
7 - Tiago 3: 5 e 6
8 - Mateus 12:34
9 - Mateus 15:19
10 - Isaias 59:4 e 5
11 - Colossenses 3: 2
12 - Filipenses 4:8
13 - BUNYAN, João – O Peregrino, PP. 71-73 – São Paulo -13ª Edição -Ed. Mundo Cristão – 1.995.

Ponte A. B. Jesus-TO., 18/02/10

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

PRECIOSAS LIÇÕES APRENDIDAS COM GIDEÃO

Para que possamos nos sentir motivados a enfrentar as dificuldades que a vida nos impõe, geralmente precisamos de nos espelhar em alguém que durante sua trajetória de vida tenha enfrentado lutas e conseguido conquistar vitórias. Pois, são com os seus erros e acertos, derrotas e vitórias, que conseguimos aprender lições valiosas sem ter a necessidade de sofrermos as mesmas conseqüências que essas pessoas sofreram. Com os erros que elas cometeram aprendemos a como evitá-los, e com os seus acertos, é que encontramos o caminho certo para o sucesso. Desta forma, encontramos o caminho que nos levam em direção aos nossos objetivos de uma forma menos árdua.

Como pessoa e como servo de Deus, Gideão possuía um perfil que o fez um grande modelo para nós hoje. Quando pela sua chamada para julgar Israel, ele teve que tomar algumas atitudes que ficaram gravadas em sua história, pois determinaram o sucesso de sua missão. Dentre elas podemos destacar o cuidado com sua própria casa; ter aceitado de bom grado algumas mudanças impostas por Deus; sua demonstração de humildade e o seu temor a Deus.
Quando Gideão recebeu as ordens para dar inicio a sua missão, a primeira coisa que ele fez foi destruir os objetos que seu pai usava no culto a Baal. A atitude de Gideão foi uma demonstração de obediência a ordem de Deus, e nos ensina o princípio de que a restauração espiritual precisa começar em primeiro lugar, em nossa casa. Como disse o Apóstolo Paulo: “Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?” I Tm. 3:5. Estamos vivendo em um mundo conturbado, cheio de toda sorte de desrespeito as leis divinas. O povo tem se dedicado mais aos valores efêmeros deste mundo aos valores espirituais. O resultado é o que estamos vendo todos os dias; lares desfeitos, famílias desmoronadas e a nossa sociedade transformada em um verdadeiro caos. A moralidade deu lugar a imoralidade e a corrupção de forma generalizada. Filhos e pais já não se respeitam mais, os cônjuges inverteram seus papéis trazendo mais conflitos em seus relacionamentos. Tais comportamentos são produtos da deficiência da educação religiosa no lar; e enquanto o chefe de família deixa de cumprir o seu papel de sacerdote da família, seus membros estão sendo doutrinados pela televisão, rádios, cinema, e pior ainda, pelos maus procedimentos que são presenciados no meio político, nas escolas, no trabalho e em todos os segmentos sociais. O grande rei Salomão sabiamente escreveu: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” Pv. 22:6. Como Gideão, precisamos quebrar os ídolos existentes em nosso lar, que é o local onde passamos a maior parte do nosso tempo e além do mais, somos em grande parte responsáveis pelo destino de nossos filhos. É o aprendizado adquirido no lar que perdura por mais tempo na mente da criança. Por isso, os pais são grandes culpados por estarmos presenciando tantos valores sendo jogados por terra. Se o mundo fosse formado de pais que tivessem o mesmo cuidado que teve Gideão, o mundo não estaria caminhando a passos largos para a destruição. Portanto, não adianta nada querermos fazer missão, ou seja, ensinar nossos vizinhos, amigos, colegas de trabalho, fazer missões transculturais, se a nossa casa vive um verdadeiro inferno.

A mudança é algo que deve acontecer em tudo o que existe sobre a terra. Todas as coisas que passaram a existir tiveram que passar por algumas mudanças. Por exemplo: O computador que estou usando agora, é tão pequeno que cabe em cima de uma mesa, mas o primeiro que foi inventado, não caberia na sala a onde me encontro. O que fez a redução no tamanho do computador e grandes facilidades que ele me oferece hoje? Claro que foi a mudança! Assim é o ser humano. No princípio o primeiro casal mudou de uma vida melhor para uma pior. Agora, através de Cristo precisamos sofrer algumas mudanças para que possamos alcançar uma vida melhor. Gideão como servo do Deus altíssimo teve que passar por algumas mudanças em sua vida para que as coisas transcorressem segundo a vontade de Deus. Uma das primeiras mudanças pelas quais passou, foi no que ele achava de si mesmo. A princípio ele não quis acreditar em sua chamada por considerá-lo pouco significante para a sociedade, e para Deus. Achava que pelo fato de pertencer a uma das famílias mais humildes de Israel e ser o menor em sua casa não serviria para ocupar uma posição tão elevada. Entretanto, Deus fez com que ele percebesse que o conceito que ele tinha de si, era completamente diferente do que Deus o tinha dele. Como servos de Deus jamais conseguiremos sucesso ministerial ou até mesmo na vida profissional, se não deixarmos de lado a autocrítica e o complexo de inferioridade. Pois muitas vezes esse sentimento que é tido como um problema psicológico, pode ser uma seta diabólica para derrotar o homem causando-lhes sérios danos. Por outro lado, não podemos nos encher do eu e da prepotência, mas ter a humildade de reconhecer que Cristo é o fator preponderante na garantia da vitória.

Outra qualidade marcante na vida do homem de Deus sempre foi e continuará sendo a humildade, e isso era o que não faltava em Gideão. Ele não aproveitou da situação para se orgulhar, mas a viu como um favor de Deus para com ele; bem como, jamais atribuiu sua escolha como resultado de seus méritos. As Escrituras sempre fazem questão de destacar aqueles que mesmo galgando uma posição de destaque diante do povo, conservou a mesma humildade que possuía antes. Dentre eles podemos citar Tiago e João que antes da sua conversão não levavam desaforos para casa. Mas, ao se converterem, e mesmo tendo recebido de Deus cargos tão importantes, não se envaideceram; pelo contrário, humilharam-se perante Deus a ponto de terem uma vida íntegra perante o mundo em que vivia. Esses homens que eram conhecidos como filhos do trovão, por serem portadores de um temperamento explosivo, acabaram se tornando humildes ovelhas de Cristo.
Um dos grandes segredos para uma vida vitoriosa é a humildade. Não a falsa humildade, mas uma humildade que tem como objetivo fazer com que o nome de Jesus seja exaltado. Deus jamais dará a sua glória a alguém. Todos que tentaram se mostrar grande demais acabaram sendo humilhados de uma forma que eles jamais imaginaram. Nabucodonosor, rei de Babilônia se exaltou e foi transformado em um animal irracional por sete anos; o rei Agripa não deu a glória que era devida a Deus e acabou morrendo comido por bichos. Você quer escolher o caminho da exaltação própria correndo o risco de ser humilhado por Deus? Ou o caminho da humildade que o conduz a exaltação? Jesus ao ensinar ao povo quando esteve aqui na terra disse: “Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado” Lc.14:11.

Prezado leitor, você pode possuir mais bens, mais fama, maior posição social, mais dinheiro do que os outros; mas jamais queira fazer disso um pedestal para se colocar acima dos outros, não! Tudo isso são valores efêmeros; o que permanece são as obras que praticamos motivadas por uma vida moldada pelo caráter de Cristo.
Dentre as virtudes que o cristão pode ter, o amor é o que mais o identifica com Jesus Cristo. Sem o amor não conseguimos provar que somos filhos de Deus; o Apostolo João deixou claro que: “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” I Jo. 4:8. Jesus, o Mestre por excelência, disse que o amor a Deus é o primeiro e maior mandamento (Mc. 12:30). É o amor de Deus que ao ser derramado em nossos corações, nos faz sentir o desejo de agradá-lo e tê-lo como o bem mais precioso.

Caro irmão e amigo, Deus nos ama de uma forma indescritível, e espera ser conrespondido de forma incondicional; ou seja, sem esperar nada em troca. Pois se meditarmos no que Ele tem feito a nós, jamais teríamos coragem de exigir algo dele. Pelo contrário, estaríamos sempre lhe rendendo graças e procurando louvá-lo com nossas palavras e ações.
Para sua meditação, guarde estas palavras em seu coração: “Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna” Jd. 1:21.

P. A. B. Jesus – TO., 12/02/10.

CONDUZIDO AO DESERTO


Texto:Êx. 13:18
“Mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto do Mar Vermelho; e armados, os filhos de Israel subiram da terra do Egito”.
INTRODUÇÃO: O deserto é um lugar de escassez de água e alimentos, e geralmente apresenta um clima instável que durante o dia, o sol causticante chega a mais ou menos 50 graus, e à noite o frio chega a provocar geadas. Devido às bruscas oscilações climáticas, a infertilidade da terra e a escassez de água, o deserto sempre foi visto no contexto espiritual como um lugar de provações. E por incrível que pareça, o deserto foi um lugar a onde muitos personagens bíblicos tiveram que passar, mesmo que tenha sido por pouco tempo. Uns afim de cumprir alguma missão como Moisés, outros, porém, por motivos vários. Dentre eles, dois foram alvos de nosso estudo de hoje: O profeta Elias e Jesus Cristo. O primeiro foi ao deserto conduzido pelo medo das afrontas da ímpia Jezabel, o segundo, após ter sido batizado, foi conduzido pelo Espírito Santo para ser tentado por Satanás. Durante o pequeno período de tempo em que eles estiveram lá, tiveram que passar por situações desagradáveis que incluia duras provas como foi o caso de Jesus. Contudo, puderam contar com a providência de Deus que veio encontrá-los para trazer-lhes o socorro.
I – ELIAS NO DESERTO. I Reis 19:4 “Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais”.
VOCE ESTÁ EM UM DESERTO? O QUE TEM TE LEVADO A ESSE ESTADO DE ESPÍRITO?
1) – Força das circunstâncias: vv. 1-4
a) – Qual a circunstância tem levado você ao deserto?
- Um negócio mal feito
- Uma enfermidade
- Uma perseguição
2) – Desilusão: Elias ficou tão desiludido que pediu para si a morte.
a) – Qual fator tem contribuído para suas desilusões?
- Falta de fé
- Desânimo
- Decepção
II – JESUS NO DESERTO. Mc. 1:12 e 13 “ E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam”.
POR QUAIS MOTIVOS O MESTRE FOI CONDUZIDO AO DESERTO?
1) – Porque precisava ser provado em todas as áreas de sua vida.
III – O DESERTO PARA ELIAS E JESUS FOI TRANSFORMADO EM UM VERDADEIRO OÁSIS.
1) – Para Elias, serviu para:
- Que ele recobrasse suas forças. I Reis 19:6 “E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se”.
- Receber uma nova missão. “E o SENHOR lhe disse: Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco; e, chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria. Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar” I Reis 19:15 e 16.
2) – Para Jesus:
- Foi à conquista de uma de suas primeiras vitórias sobre o inimigo.
- Marcou o início do seu ministério terreno.
CONCLUSÃO: Ao ser conduzido ao deserto desta vida, o cristão jamais pode imaginar que tudo está perdido; pois, por mais que o sofrimento pareça insuportável, no fim, tudo isso acabará em grandes bênçãos para a sua vida.
Ponte A. B. Jesus - TO. 12/02/10
Esboço do Sermão que preguei no culto de libertação

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A BÊNÇÃO DE ENTENDER E FAZER A VONTADE DE DEUS

Certo empresário resolveu viajar para um lugar distante e falou para um dos seus funcionários. Vou realizar um passeio e só volto daqui a alguns meses; enquanto isso, você fica encarregado de construir uma casa para que esteja pronta quando eu chegar. Pegue este projeto, e tenha o cuidado de executá-lo obedecendo às medidas pré-estabelecidas; para isso, você está autorizado a contratar os melhores profissionais e comprar os materiais que achar conveniente.
Meio ressentido com o patrão por alguns desentendimentos passado, o funcionário encontrou naquele empreendimento uma boa oportunidade para se vingar. – Contratou o pessoal, foi à loja e comprou os materiais da pior qualidade para a construção da casa. Depois de haver erguido as paredes e feito a cobertura, o empregado procurou com todo o cuidado, pintá-la com uma tinta que desse a melhor aparência, para que o patrão, ao examiná-la não percebesse que o material aplicado seria de péssima qualidade. - Ao chegar o patrão olhou a construção, pegou as chaves da casa, entregou ao funcionário e disse: Faz muito tempo que você trabalha comigo, por isso resolvi presenteá-lo com esta casa. – O rapaz com um sorriso, agradeceu-o pelo presente recebido; mas por dentro, seu coração amargava de arrependimento por não ter conhecido a verdadeira intenção do seu chefe.
Ao refletirmos sobre esta ilustração, nos perguntamos: Quantos não têm deixado de receber grandes bênçãos, por não conhecerem a verdadeira vontade de Deus para suas vidas?
Como um ser pessoal Deus possui personalidade e são atribuídas a Ele várias qualidades. Dentre elas está o de possuir vontade própria. Inclusive a vontade de que obedeçamos aos seus mandamentos.
Como muitas perguntas que ainda continuam sem uma resposta satisfatória, muitos se interrogam: O que é a vontade de Deus? Qual é a vontade de Deus para a minha vida? Como faço para entendê-la? Quais são as formas utilizadas por Deus para fazer manifestar sua vontade?
Tais questionamentos muitas vezes, incomodam um bom número de pessoas, que sentem o desejo no seu coração de ter um relacionamento mais estreito com Deus.
Para tentar auxiliar tais pessoas dirimindo suas possíveis dúvidas, apresentarei logo a seguir alguns tópicos que abordam assuntos de valor imensurável a este tema tão importante que trata da vontade de Deus para com o homem.

A VONTADE DE DEUS SEGUNDO A TEOLOGIA
Quando pensamos em Deus e sua vontade em relação à humanidade, imaginamos logo de imediato no seu desejo de ver o homem obedecendo a sua palavra. Contudo, a vontade de Deus significa algo muito mais que isso. Ela é um atributo que só em Deus pode ser expressa num sentido mais profundo, pois a difere da vontade humana e dos demais seres espirituais, em alguns aspectos importantes.
Como soberano e eterno Deus pode fazer o que quer e exigir de suas criaturas o que quiser sem ter que prestar satisfações a ninguém. O que não acontece com suas criaturas, que foram colocadas nas esferas espirituais e material com o objetivo de serem sujeitas as leis impostas pelo seu Criador.
Com relação à vontade de Deus para o homem, elas estão perfeitamente claras no livro sagrado (Bíblia), contudo, Ele se utiliza de várias formas de expressar a sua vontade; como está escrito: “HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” Heb. 1:1. Assim como Ele falou de várias maneiras no passado, por intermédio dos profetas; fala também a nós hoje por intermédio de Jesus Cristo.
Com respeito à vontade de Deus, o Dicionário Teológico de autoria do Pr. Claudionor C. de Andrade, editado pela CPAD. Págs: 250 e 251; dá as seguintes definições: Vontade divina; vontade determinista; vontade eterna de Deus; vontade permissiva; vontade preceptiva de Deus e vontade soberana de Deus. Dentre estes aspectos quero discorrer sobre a “Vontade Eterna” e a “Vontade Permissiva”.
“VONTADE ETERNA – (Do lat. Voluntate + aetenu) vontade manifesta por Deus desde a mais remota eternidade” (Ídem). Nela está inclusa todos os seus conselhos concernentes a criação do mundo, inclusive a criação do homem e sua redenção efetuada por Cristo.
Ao lermos as escrituras sagradas, podemos sem muita dificuldade, através dos relatos históricos e conteúdos doutrinários, tomarmos conhecimento da vontade de Deus para as nossas vidas. Tal conhecimento é suficiente para o surgimento e aumento da nossa fé e do estreitamento do nosso relacionamento com o nosso Criador e sustentador do universo.
VONTADE PERMISSIVA – (Do lat. voluntate + permissione). Para Donald Stamps (B. Est. Pent. Pág. 1.056), “a vontade permissiva, refere-se áquilo que Deus permite, ou deixa acontecer, embora Ele não deseje que ocorra”.
Para exemplificar melhor a vontade permissiva de Deus, podemos citar as últimas catástrofes ocorridas no Haiti, com o terremoto que matou milhares de pessoas e deixou milhões desabrigados, mutilados e famintos; com os desmoronamentos de terras em São Paulo, matando dezenas de pessoas, etc.
Muitos por não conhecerem a Deus, fazem uma série de interrogações, como: Dizem que Deus não quer nada de ruim para a humanidade; e sendo Ele, todo-poderoso, como acontecem tantas adversidades no mundo?
A resposta é simples. Deus em sua sabedoria sempre deu liberdade ao homem decidir o que quer para sua vida. Por isso, quando deu vida ao ser humano o dotou do livre arbítrio; e para testá-lo, colocou no Édem uma árvore, e o proibiu de tocá-la com a condição de que tal desobediência traria como conseqüência à morte. E isso foi o que aconteceu – desobedeceu e as conseqüências sobrevieram; não só à humanidade, mas a toda a criação. Os seres vivos além de estarem sujeitos à morte estão sujeitos também a toda sorte de sofrimentos; enquanto a natureza geme pelas catástrofes que freqüentemente a atacam. Contudo, Deus, através de Jesus Cristo procurou aproximar-se da humanidade devolvendo a ela tudo o que o diabo a fez perder no Édem.
Mediante as Escrituras sabemos que a restauração total daqueles que procuram conhecer a Deus e obedecê-lo só acontecerá quando Jesus retornar a esta terra para conduzi-los ao céu. Mas enquanto estivermos aqui, Deus não nos abandona. Pelo contrário, como está escrito: “Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” I Tim2:4. Além de tudo isso, demonstra o seu grande amor ao dispensar-nos suas bênçãos maravilhosas; mesmo que às vezes, permita certas adversidades quando negligenciamos o seu conhecimento; e dEle nos esquecemos e insistimos em trilhar por caminhos errados.

CONHEÇA A VONTADE DE DEUS PARA SUA VIDA – OBEDEÇA-A, E SEJA ABENÇOADO
Oséias foi um dos profetas menores que exerceu o seu ministério profético numa época em que Judá e Israel passavam por grandes crises políticas e espirituais. No capítulo (I) ele é chamado por Deus para transmitir uma mensagem que tinha como destinatários dois reinos: O obstinado Israel (Reino do Norte) e Judá (Reino do Sul); ambos, comprometidos com a prostituição espiritual (Idolatria). Para os dois reinos disse: “Os príncipes de Judá são como os que mudam os limites; derramarei, pois, o meu furor sobre eles como água. Efraim está oprimido e quebrantado no juízo, porque quis andar após o mandamento dos homens” Os. 5:10 e 11.
Segundo a história bíblica, Israel (Efraim), devido sua obstinação no envolvimento com deuses estranhos, foi extinto, ficando apenas poucas pessoas humildes em Samaria, que era sua principal cidade naquela época. Judá, logo depois, foi conduzida cativa para Babilônia; ficando apenas os mais pobres de entre o povo. Mas, como Deus havia firmado um pacto com Abraão com o propósito de abençoar sua descendência; jamais a abandonou por completo. Por isso eles eram sempre castigados quando se desviavam do caminho do Senhor. Como o país do Norte (Israel) não se preocupou em se arrepender dos seus pecados para se voltar para Deus, acabou sendo extinto definitivamente. Judá como se mostrava maleável diante das repreensões do Senhor; antes que fosse levada cativa para Babilônia, recebeu de Deus através do profeta Oséias, a seguinte mensagem: “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” Os. 6:3. Observe aí que ricas bênçãos de prosperidade material e espiritual estavam sendo prometida a Judá. Antes, porém, como povo de Deus; eles teriam como obrigação, conhecer a Deus; e isso de uma forma constante e progressiva. A negligência no conhecimento de Deus foi um dos fatores que mais contribuíram para as diversas derrotas do povo de Deus. Por isso disse Deus: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” Os.4:6.
O propósito de Deus para Israel como nação, era o de fazê-la uma nação sacerdotal, que após receber Jesus como o Messias prometido, pudesse sair pelo mundo anunciando o seu Evangelho. Mas Israel rejeitou este privilégio e Deus o entregou a nós gentios que não tínhamos nenhum conhecimento dEle.
Prezado leitor, a relação de Deus com o povo israelita é uma figura de Cristo com os seus seguidores. Ele veio para nos dar uma vida abundante, cheia de bênçãos materiais e espirituais, porém existe uma condição para que possamos tomar posse delas. Precisamos ouvir a sua voz como fez Noé ao ser convocado para construir uma grande barca; como Abrão que ao ser chamado estando na Mesopotâmia, partiu para uma terra longínqua e desconhecida; como Moisés ao ser chamado para libertar o povo de Deus na terra do Egito e trazer para um lugar de fartura; como fez Samuel, que mesmo precisando de ajuda para identificar a voz de Deus que o chamava; como Gideão, que ao ser chamado para julgar Israel teve que fazer algumas provas para saber se era o próprio Deus quem falava com ele; e assim, como muitos outros, como: Jeremias, Eliseu, os discípulos, Saulo de Tarso, etc.
Deus quer o melhor para nossas vidas e está pronto para nos abençoar na pessoa maravilhosa do Senhor Jesus, como disse o escritor aos hebreus: “Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança; Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas. Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo, Dizendo: Certamente, abençoando te abençoarei, e multiplicando te multiplicarei” Heb. 6:11-14.
O conselho que dou a você que está passando por reveses em sua vida, é que jamais desista de procurar crescer no conhecimento de Deus, e qual seja sua perfeita vontade para sua vida. Como disse Jesus, busquem em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas. Diante das adversidades, jamais queira colocar em dúvida o amor e misericórdia de Deus. Antes, porém, examine-se a si mesmo e veja se realmente está tendo uma vida em conformidade com a sua vontade.

P. A. B. J. – TO. 05 de fevereiro de 2010.

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