terça-feira, 5 de janeiro de 2010

DEUS CHAMA GIDEÃO PARA LIBERTAR ISRAEL


Em toda a história da humanidade Deus precisou de homens para fazer cumprir seus propósitos. Nos dias anteriores ao dilúvio convocou Noé para fazer uma grande arca com o objetivo de salvar homens e animais da destruição e garantir a preservação das espécies; escolheu Moisés para libertar os israelitas da escravidão egípcia; o Rei Ciro da Pérsia para libertar os judeus cativos do Império babilônico, e muitos outros.Ao referir à história de Israel no tempo do Antigo testamento, principalmente na época da teocracia, temos muitos exemplos de homens e mulheres que foram escolhidos por Deus para exercerem cargos importantes como foi o caso de: Josué, Jefté, Sansão, Eúde, Débora, Samuel, etc. Na época dos Juízes existe um nome que merece uma atenção especial pelo fato da pessoa a quem me refiro, tratar-se de alguém sem expressão social, seu nome é Gideão, - um nome pouco representativo para a sociedade daquela época, mas que muito representava para Deus.O fato de Deus ter chamado Gideão para o cumprimento de uma missão tão importante para os seus dias, tanto veio causar espanto a ele próprio, como para muitas pessoas que o conhecia. Isso é natural tanto para a pessoa que em sua humildade reconhece sua insignificância, quanto para os orgulhosos e prepotentes que desprezam os humildes, por acharem que somente os mais poderosos tem o privilégio alcançar a oportunidade de assumir um cargo de grande relevância perante a sociedade em que vive.Os israelitas que obtiveram o privilégio de serem escolhidos por Deus para serem cabeça, e não calda, estavam passando por sérios problemas. Midianitas, amalequitas e povos do oriente vinham causando-les tantos sofrimentos, que ao se encontrarem em um beco sem saída; judeus, grandes e pequenos se puseram a clamar a Jeová por um socorro imediato. A opressão incluía o saque de todos os víveres que seus inimigos encontravam à sua frente: trigo, cevada, gado, cabras e tudo de valor significativo. Além das coisas que carregavam, destruíam tudo que podiam, como casas e plantações; nada estava livre da crueldade e insensatez de um povo que não conhecia o Deus de Israel. Tantos males causaram que Israel chegou à condição de extrema pobreza. Foi nessa hora de grande clamor, que Deus com sua grande misericórdia, procurou alguém que pudesse contornar aquela situação tão vergonhosa para o seu povo; surpreende-os, com a escolha de Gideão para livrá-los.
PORQUE ISRAEL CHEGOU A ESSA CONDIÇÃO DE DERROTA?
Como todo efeito tem uma causa, o sofrimento de Israel não foi diferente. Desde que saiu do Egito Deus sempre se preocupou em manter seu povo em consonância com seus mandamentos, quando através de Moisés, disse: “E SERÁ que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra” Deut.28:1. Mas Israel fez ouvido de mercador com relação a essas recomendações; recusaram a bênção que estava reservada unicamente para eles como nação, preferindo a desobediência e seus frutos amargos. Muitos nos dias atuais fazem o mesmo, preferem a desobediência sabendo que com ela só colherão os maus frutos da derrota e da opressão, à obediência, mesmo sabendo que juntamente com ela virão as bênçãos de uma vida vitoriosa.Talvez por negligenciar a recomendação divina de ensinar os mandamentos a seus filhos, Israel facilmente se esqueceu dos feitos do Senhor e de seus mandamentos, tornando-o duramente obstinado. Segundo as Escrituras sagradas, depois da morte de Josué e dos anciãos que haviam convivido com ele, o povo se esqueceu de Deus. Daí em diante passou a experimentar altos e baixos em sua vida espiritual. Enquanto o líder fosse vivo Israel mantinha seu nível espiritual em alta, após sua morte, recomeçava o processo de apostasia, e isso acontecia por várias vezes. Durante esses períodos de afastamento dos princípios bíblicos o povo chegava ao mais baixo nível espiritual, envolvendo-se com todas as práticas idólatras aprendidas dos cananeus.Como o ser humano facilmente esquece-se de muitas coisas, até mesmo daquelas de grande importância; Israel, além de desprezar a bênção, sob a condição de ser fiel a Lei de Deus; fez como Esaú que trocou o seu direito de primogênito por um prato de lentilhas. Esqueceu que o pecado não ficaria impune, bem como da seguinte sentença anunciada por Deus, àqueles que insistissem no erro, quando disse por meio de Moisés: “Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR teu Deus, para não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão... O SENHOR te fará cair diante dos teus inimigos; por um caminho sairás contra eles, e por sete caminhos fugirás de diante deles, e serás espalhado por todos os reinos da terra” Deut. 28:15 e 25. Ao se encontrarem na condição de pecadores obstinados, os israelitas estariam vulneráveis a todas as investidas do inimigo. A Bíblia deixa claro que tudo que vinha acontecendo ao país, tinha a vontade diretiva divina, como está escrito: “PORÉM os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR; e o SENHOR os deu nas mãos dos midianitas por sete anos. E, prevalecendo a mão dos midianitas sobre Israel, fizeram os filhos de Israel para si, por causa dos midianitas, as covas que estão nos montes, as cavernas e as fortificações. Porque sucedia que, semeando Israel, os midianitas e os amalequitas, e também os do oriente, contra ele subiam. E punham-se contra ele em campo, e destruíam os frutos da terra, até chegarem a Gaza; e não deixavam mantimento em Israel, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos. Porque subiam com os seus gados e tendas; vinham como gafanhotos, em grande multidão que não se podia contar, nem a eles nem aos seus camelos; e entravam na terra, para a destruir”Jz.6:1 a 5. Por mais que se organizassem no sentido de treinarem um forte exército e construírem grandes fortificações, nada disso adiantaria, pois seus inimigos eram enviados pelo próprio Deus para fazê-los sentir a necessidade de arrependimento pela desobediência cometida. Seus inimigos eram como uma pedra em seu sapato, um instrumento de Deus para corrigir seus filhos rebeldes.A história desses judeus nos serve de alerta para os dias de hoje, pois as promessas de bênçãos para a nossa vida estão condicionadas a nossa fidelidade e dedicação a Jesus através da obediência a sua Palavra.
DEUS FALA COM GIDEÃO E CONVOCA-O PARA JULGAR ISRAEL
No mundo globalizado em que vivemos, com todos os mecanismos de informação e grandes avanços científicos e tecnológicos, empresas e instituições procuram cada vez mais, pessoas especializadas em várias áreas profissionais. Tais exigências excluiriam por completo nosso irmão Gideão do cargo de Juiz de seu país pelos seguintes motivos: Era pobre (Jz.6:15) e o menos significante da casa de seu pai. Resumindo, ele não passava de um humilde lavrador. Mas Deus, que conhece o homem completamente, viu que dentre muitos, Gideão se destacava pelas suas qualidades morais e espirituais.Sua chamada se deu em Ofra, enquanto malhava o trigo no lagar (v.11), local usado para a extração do vinho da uva. Então o anjo do Senhor ao lhe aparecer disse: “O SENHOR é contigo, homem valoroso” (v.12). Diante dessa afirmação Gideão respondeu ao anjo: “Ai, Senhor meu, se o SENHOR é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o SENHOR subir do Egito? Porém agora o SENHOR nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas” (v.13).Ao dialogar com o anjo, Gideão passou a entender que Deus não faz acepção de pessoas nem despreza os humildes que esperam por Ele. Pois muito embora fosse uma pessoa de pouco poder aquisitivo e pertencer a uma família muito humilde em Israel, Deus havia reconhecido o seu valor. Pois para Deus, o valor do ser humano não está no carro importado, na fazenda de gado branco, no jatinho, no status social, no cargo político, etc., mas no seu caráter e suas qualidades como cristão.Gideão era um homem que conhecia os feitos que Deus havia realizado no passado e sabia que enquanto Deus está com alguém jamais Ele o desampara, por isso perguntou: “Se o Senhor é conosco, porque tudo isso nos sobreveio?” Ele apenas não sabia de uma coisa, por mais que Deus houvesse abandonado o seu povo nas mãos dos seus opositores, jamais o desprezaria por completo.Muitas vezes chegamos a questionar a Deus assim como Gideão: Senhor, o que está acontecendo? O Senhor nos abandonou? Pois nada mais está dando certo! Doenças, perseguições e adversidades de todas as formas tem nos acometido. Tais questionamentos muitas vezes são originados por não conhecermos os propósitos divinos para nossas vidas. Quem sabe Deus, está aguardando o momento exato para entrar com uma solução. Mas antes de interrogarmos a Deus deveríamos fazer uma análise de como está a nossa vida espiritual, pois às vezes sofremos, não porque Deus nos abandonou, pelo contrário, porque Ele nos ama, por isso permite as adversidades em nossas vidas e em nossas famílias. Pois essa é uma das formas mais prática de nos manter pertos dEle.
Diante do anjo Gideão deixou transparecer uma de suas qualidades mais importantes que confirmaria o seu valor como líder – a prudência. Ele disse: “Se agora tenho achado graça aos teus olhos, dá-me um sinal de que és tu que falas comigo”. Com a exigência de fazê-lo esperar enquanto preparava o alimento para o anjo, Gideão estaria colocando a prova à autenticidade do mensageiro que falava com ele. Pouco depois quando Deus o ordenou marchar contra os midianitas, ele não se precipitou em ordenar a batalha, mas insistiu com Deus no sentido de mostrar-lhe mais dois sinais. O primeiro era o de colocar um velo de lã na eira e esperar que no outro dia a lã estivesse molhada e a terra em volta estivesse seca, o segundo sinal, seria o inverso, ou seja, a lã seca e a terra molhada. Com o resultado positivo ele não teria mais dúvidas de que Deus estaria com ele na batalha.
A prudência é uma virtude que deve fazer parte das qualificações de todo líder que deseja ser bem sucedido em suas funções. A falta dela na hora das tomadas de decisões tem levado muitas pessoas a sérios comprometimentos morais, materiais e espirituais. Quando se trata de questões teológicas de caráter doutrinário, o cuidado deve ser bem maior; principalmente hoje, quando temos que conviver com tantos títulos de denominações, já que grande parte delas discorda em muitos pontos da outras que mais se enquadram nas sagradas Escrituras.
Segundo as Escrituras os cristãos de Beréia eram conhecidos pela sua nobreza; pois ao ouvir alguém pregar sobre um determinado assunto, eles tinham o maior cuidado de conferir nos escritos sagrados para confirmar sua autenticidade.
Outra característica marcante na vida de um líder é a coragem; algo que foi claramente demonstrado por Gideão. Quando o anjo do Senhor o ordenou a destruir os objetos e lugares do culto idólatra pertencentes ao seu pai, ele não pensou duas vezes (vv. 27-29).
A coragem não era uma qualidade exclusiva de Gideão, mas de todos os líderes chamados por Deus. Todos aqueles que possuem seus nomes na galeria dos heróis da fé por muitas vezes demonstraram coragem diante das afrontas inimigas. Deus jamais chamou pessoas covardes para tomar uma posição de destaque em sua obra. Como prova disto, temos a sua recomendação ao ordenar a batalha. Disse a Gideão: Fale a todos os medrosos que voltem para suas casas.
Ser corajoso não significa você estar sempre pronto para enfrentar seus inimigos carnais com armas bélicas ou de defesa pessoal, mas estar pronto para enfrentar as hostes espirituais do mal nos lugares celestiais.
Gideão possuía outra qualidade positiva, e creio ser a mais importante. Ele era um homem espiritual e temia a Deus. Pois tudo que lhe foi ordenado por Deus a fazer ele cumpriu fielmente.
O líder que não teme a Deus jamais terá um ministério próspero. Por mais que ele obtenha sucesso no início de sua carreira, no final é provável que termine como Geazi, que acabou seu ministério acometido de lepra juntamente com sua família, ou como Nicolau, um dos primeiros diáconos da Igreja primitiva que apostatou da fé e se tornou símbolo da imoralidade, ou mesmo como Judas Iscariotes que vendeu seu Mestre por trinta moedas de prata.
Prezado Leitor, foram estas qualidades positivas encontradas em Gideão que as fizeram com que Deus o escolhesse, em detrimento a outros de maior importância para seus contemporâneos. Por outro lado, Deus o escolheu em sua humildade para provar a Israel que Ele, o Deus dos Exércitos é quem estaria lutando. Se tivesse escolhido um grande guerreiro talvez não tivesse a humildade de reconhecer que a vitória havia sido conquistada por Deus.
Que Deus nos abençoe e nos faça cada vez mais dotados de qualidades semelhantes a desse pequeno grande homem.
Ponte A. B. Jesus-TO., 09/01/2010.

Uma Geração de Cristãos que não Dança nem Pranteia

Por: Edes Durante o tempo de sua peregrinação, Jesus observou com atenção como Ele e João Batista foram recebidos pelos seus contempor...