sexta-feira, 19 de março de 2010

A NOSSA POSIÇÃO EM CRISTO

Desde os primórdios da história da humanidade Deus sempre se valeu dos seres humanos para auxiliá-lo na realização de seus propósitos. Quando precisou salvar um grupo de pessoas do grande dilúvio que destruiria o mundo de então; escolheu Noé e o incumbiu de construir uma grande arca e anunciar a sua justiça. Muitos anos depois precisou de alguém para ser o pai de um povo separado das outras nações e dos seus costumes pagãos; então, escolheu Abrão, morador de Ur dos Caldeus para se dirigir para um lugar distante, longe da sua parentela. Mais tarde a descendência de Abraão se dirigiu para o Egito por intermédio de José, para se livrar da fome que assolava a Palestina, mas depois de quatrocentos e trinta anos, se achou em uma condição de extrema opressão; foi quando Deus escolheu Moisés para libertá-lo e conduzi-lo de volta a terra prometida. Enquanto conduzia o povo, já na divisa de Canaã, Moisés foi substituído por Josué, que com mão forte conduziu o povo ao seu destino.

Depois que se estabilizaram na terra, os israelitas passaram a ser liderados por juízes e posteriormente por reis, todos eles escolhidos por Deus; até que ao completar quatro milênios da criação, enviou João Batista como precursor do Messias, o qual tinha como missão anunciar o novo pacto que Deus faria com a humanidade através de Jesus. Quando Jesus iniciou o seu ministério terreno escolheu doze homens para auxiliá-lo na grande missão de salvar o mundo, o qual antes de voltar para o céu os enviou as nações a anunciar o Evangelho a todo mundo. Depois que a Igreja foi inaugurada no dia de Pentecostes, Deus levantou outros homens com autoridade com o propósito de manter o bom andamento da obra de Deus na terra. Como está escrito: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” Ef. 4:11 e 12;

Depois desta retrospectiva para mencionar nomes e títulos de pessoas que ocuparam posições tão importantes no reino de Deus; eu quero com isso, deixar claro que todo cristão que um dia teve um encontro verdadeiro com Cristo, e O segue fielmente, tem uma posição no reino de Deus a qual deve ser reconhecida, tanto pelo próprio cristão como pelas pessoas que o cercam. Falo isso porque muitos cristãos não sabem que ocupam uma posição muito importante no reino de Deus, por isso dão prioridade a valores terrenos em detrimento aos celestiais.

Os casos ora mencionados foram de pessoas que tiveram uma chamada especifica para ocuparem posições importantes com o objetivo de cumprirem determinadas missões, no entanto, na chamada geral; quando perfeitamente aceita; que é o ingresso do homem no reino de Deus pela aceitação a Cristo; existem posições e títulos que nos diferenciam das demais pessoas em alguns aspectos. Dentre elas está a nossa posição como filhos de Deus.

É comum pessoas descrentes afirmarem que somos todos irmãos, pois todos foram criados por Deus. Contudo, existem passagens bíblicas que jogam por terra esse argumento. Pois segundo as Escrituras todos foram criados por Deus, portanto, todos nós somos criaturas dEle; mas filhos são somente aqueles que pelo Espírito Santo nasceram de novo; “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus” Rom. 8:14. Ou melhor, passaram pelo processo da nova criação, pois, “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” II Co. 5:17

A posição de filhos de Deus está reservada unicamente para aqueles que aceitam a Cristo e fazem a vontade de Deus; como está escrito: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome” Jo. 1:12.
Como filhos, temos a liberdade de falar com Ele a qualquer momento que tivermos necessidade, sem termos de enfrentar a burocracia que teríamos de enfrentar, se tivéssimos que falar com o Presidente Lula. Basta tão somente nos dirigir a Ele em nome de Jesus; o único mediador entre o homem e Deus, e tudo será feito segundo a sua perfeita vontade.

QUAIS SÃO AS EVIDÊNCIAS DA NOSSA FILIAÇÃO?

Sabemos que fomos adotados como filhos, não pelos nossos próprios méritos, mas pela bondade e misericórdia de Deus, como escreveu o Apóstolo João: “VEDE quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele” I Jo.3:1. E como acaba de afirmar o apostolo do amor, o mundo não reconhece a nossa posição como filhos de Deus; pois se não conhece o Pai, não pode também conhecer os seus filhos. Entretanto, mesmo o mundo tendo essa dificuldade de reconhecer a nossa posição, tem algo em nós muito importante que não nos deixa confundidos. Como escreveu Paulo: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” Rom. 8:16. No verso (19) ele completa: “Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai”.


No passado antes de Jesus vir a este mundo para entregar a sua vida por nós, o homem, por mais intimidade que tinha com Deus; não podia chamá-lo de Pai; isso porque o acesso a Deus ainda estava impedido por uma grande barreira que era o pecado. Mas quando Cristo morreu, o véu do templo se rasgou de alto abaixo (Mat.27:51) indicado que Deus havia aceito o sacrifício do seu Filho em lugar da humanidade, e que a partir de então, todos poderiam ter acesso a Ele por meio de Jesus Cristo.

A partir do momento em que o pecador aceita a Cristo ele recebe a adoção de filho por meio do Espírito Santo: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” Rom. 8:15. Agora, como filho que tem um Pai amoroso e bom, pode chamá-lo de papai e pedir a sua ajuda a qualquer momento, na certeza de ser atendido. Portanto, não há mais motivo de viver em temor, pois a certeza de ter um Pai poderoso e amoroso inspira-nos segurança, coragem para enfrentar os problemas e felicidade pela certeza da sua proteção e cuidado.

COMO FILHOS, TEMOS TAMBÉM DEVERES A CUMPRIR

Um dos deveres que temos como filho é a obediência aos nossos pais terrenos, sob a promessa de termos maior longevidade na terra e sermos abençoados. Se quisermos ter a Deus como o nosso Pai não é diferente. Ele só conhece como seus filhos aqueles que O obedecem por amor, aqueles que procuram ter uma vida moral e espiritual íntegra: “Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo” Flp. 2:15. Como filhos, temos a obrigação de fazer com que o caráter de nosso Pai celestial seja refletido em nós, de tal forma que o mundo veja o próprio brilho de Deus em nossas vidas. Por isso, aconselha Paulo: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” Ef. 5:1.

Conhecer nosso Pai é um direito e também um dever que nos compete. Enquanto maior for a nossa afinidade com Ele, maior será o nosso conhecimento sobre Ele; por isso precisamos procurar conhecê-lo de forma paulatina e constante; conhecer o seu caráter, sua vontade para a nossa vida e o tempo que Ele determinou para realizar suas obras em nossa vida. O filho não age com autoridade sobre o Pai, pelo contrário, ele submete com amor a vontade paterna.

Uma das coisas que mais nos alegra é o fato de sabermos que por sermos filhos de Deus, somos também irmãos de Jesus Cristo: “Porque, assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos” Heb. 2:11. Portanto se somos irmãos de Jesus, somos também irmãos uns dos outros (Mat.23:8). “ E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” Rom. 8:17.

Segundo nossas leis depois que o menino passa pelo processo de adoção, ele passa a ser considerado um membro da família, e possuir os mesmos direitos que tem o filho legítimo. No caso de nossa adoção como filhos de Deus ela nos dá o direito de herança dos bens que Deus reservou para o seu Filho Jesus e para aqueles que o amam. Porém, existe uma diferença no que se refere ao usufruto dos bens. Enquanto o filho só passa a ter direito após a morte do pai terreno, no reino de Deus, passa-se a usufruir dos direitos aos bens, a partir do momento em que se aceita a Cristo. E um dos direitos que o filho de Deus passa a gozar é a liberdade. Enquanto o homem vive segundo o curso deste mundo, fazendo a vontade de satanás, sua vida é comparada a uma folha seca que o vento leva para todos os lados. Ele não faz o que quer, pois é escravo do pecado e dos vícios. No caso dos filhos de Deus é diferente; pois: “E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” Rom. 6:18.

EM CRISTO, TEMOS OUTRAS POSIÇÕES NO REINO DE DEUS
Além da posição de filho de Deus, o cristão também é visto por Ele, por intermédio do sacrifício de Jesus Cristo; como: “justo” “ Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos” Rom. 5:19. E não somente isso, mas, somos também santos como se vê nessa saudação: “ Aos SANTOS e irmãos fiéis em Cristo, que estão em Colossos: Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo”Col.1:2.

Dentre muitos outros adjetivos atribuídos ao cristão, uma merece uma atenção especial, pois não deve ser esquecida. Como irmão de Jesus e filho de Deus, o crente verdadeiro precisa saber que ele é um cidadão do céu, e que precisa viver de maneira que as pessoas percebam isso. O crente é um embaixador do céu na terra, por isso precisa viver conforme as leis do país que ele representa. Como embaixador e cidadão do céu, temos um código de leis (Escrituras Sagradas) que nos ensina tudo o que necessitamos saber para termos uma vida em conformidade com a vontade de Deus e o que precisamos, para termos uma vida íntegra em meio a sociedade em que vivemos.

P.A.B.J – TO. 19/03/10

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