sexta-feira, 5 de março de 2010

VIVENDO EM ORAÇÃO



Orai sem cessar” I Tes.5:17. Com esta recomendação o Apóstolo Paulo deixou claro, que o crente não pode viver sem a prática da oração. Por que a oração é tão importante? Por que não podemos viver sem orar? Para entendermos a importância da oração, devido o seu grande poder; veja o que escreveu o Apóstolo Tiago: “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto” Tg. 5:16-18. Observe a expressão: “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”. Ou seja, quando o justo ora coisas extraordinárias acontecem. Elias era um profeta de Deus, mas como homem estava sujeito as mesmas paixões, que qualquer homem pode sentir. Contudo, para Deus era um homem justo, ou seja, procurava viver em conformidade com a sua lei. E por isso Deus o atendeu em suas orações; dentre elas está a estiagem de três anos e meio no Reino do Norte, e posteriormente a volta da chuva no final do período pré-determinado por ele.

O poder da oração não se resume apenas ao caso de Elias. A Bíblia registra casos extraordinários realizados pela intercessão de grandes homens de Deus: Moisés orou e as águas brotaram da rocha; codornizes surgiram do nada para alimentar a grande multidão de maldizentes; a terra abriu a sua boca para engolir vivos Coré, Datã e abirã e seus adeptos; Josué orou e o sol e a lua pararam; o Rei Ezequias orou e foram-lhe acrescentados quinze anos de vida, e como sinal da sua recuperação, Deus fez o sol retroceder dez graus no relógio de Acabe; Eliseu orou e o veneno saiu da panela; Pedro orou e o lugar em que estavam se moveu; Jesus orou e Lázaro ressuscitou. O que mais poderia falar sobre o poder da oração? É que não existe nada que uma oração feita com fé e por uma pessoa justa não possa fazer. Jesus deixou bastante claro: “porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível” Mt. 17:20b. Então, com base nestas palavras, concluímos que não existe nada que não se possa realizar através da oração. Assim como Deus não conhece limites para realizar algo, basta tão somente termos fé suficiente e uma vida que agrade a Deus, e tudo o que pedirmos segundo a Sua santa vontade será perfeitamente realizado.

Por que a oração é importante? Para melhor entendermos a sua importância na vida do crente precisamos entender a sua definição. “Oração” “(Do lat. orationem) prece dirigida pelo homem ao seu Criador com o objetivo de: 1) Pedir-lhe perdão pelas faltas cometidas; 2) Agradecer-lhe pelos favores imerecidos; 3) Buscar proteção e uma comunhão mais íntima” Dic. Teológico, de Claudionor C. de Andrade.
É por meio da oração que o crente consegue se comunicar com Deus e contar a Ele a suas necessidades: Falar sobre suas tristezas e alegrias, sobre suas derrotas e vitórias, sobre seus temores e suas decepções, buscar o socorro para casos humanamente insolúveis, enfim, uma oportunidade para expressar a alegria de ter a oportunidade ter acesso a Sua presença e poder gozar da felicidade de tê-Lo como um Pai amoroso. Com base nessas possibilidades, concluímos que a oração é para o cristão algo de grande importância, pois sem ela o cristianismo deixaria de ser um povo vitorioso.

Por que o cristão não pode viver sem a oração? Para entendermos melhor sobre essa necessidade, meditemos sobre a vida de Jesus. Quem era Ele? Não era o Filho de Deus? Mas, o que você aprendeu sobre Ele e a prática da oração? Os Evangelistas deixaram registros que provam que a vida do Mestre era de constantes orações. Ele não orava apenas poucos minutos por dia, mas passava noites inteiras conversando com o seu Pai, buscando ajuda para que pudesse ter sucesso no cumprimento de sua missão. Olha, se o próprio Jesus, como Filho de Deus, e sendo Ele mesmo Deus, precisou ter uma vida de constante oração; o que será de nós se não orarmos? A oração é tão necessária em nossa vida como filhos de Deus, que o próprio Jesus nos ensinou a seguinte oração: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém” Mat. 6:9-13. Nesta oração Jesus nos ensina que a relação do cristão com Deus é a mesma de um pai e o seu filho. É um relacionamento onde o filho demonstra inteira dependência do Pai na resolução dos seus problemas e o Pai, por outro lado, demonstra o seu verdadeiro amor pelo filho e interesse em atendê-lo.

Junto com a oração deve acompanhar também o jejum, já que ele nos transporta do natural para o espiritual. A abstinência parcial ou total de alimentos como algo que deve fazer parte da oração tem sido praticada pelos mais respeitados homens do antigo Testamento como: Moisés, David, Elias, Daniel, Neemias, Jeremias, Isaias, etc. e no Novo Testamento, por Jesus e os apóstolos. O jejum é tão eficaz quando acompanhado pela oração, que duas nações foram salvas em certa ocasião, pelo fato de terem se dedicado a oração e o jejum acompanhado do verdadeiro arrependimento; como foi o caso da cidade de Nínive que tinha uma população de cento e vinte mil habitantes condenados a destruição. Contudo, Deus, ao ver a humilhação coletiva demonstrada através do jejum, resolveu revogar a sentença que havia determinado sobre a cidade.

ORANDO CORRETAMENTE
A oração é o diálogo entre o homem e Deus, por isso alguns acham muito fácil se dirigir a Ele e pedir o que quiser. Mas como existem regras de etiqueta para falarmos com alguma autoridade terrena, com Deus não é diferente. Deus nos considera como seus filhos, por isso requer, que O reconheçamos como Pai e tenhamos o respeito que o Pai verdadeiramente merece. Por isso não podemos nos dirigir a Ele de qualquer maneira. Sabedor da importância de uma oração que se encaixe na vontade de Deus é que Jesus fez questão de ensinar seus discípulos a orar, como vimos logo acima na oração do Pai nosso.

Para que possamos aprender mais alguns detalhes importantes sobre a oração que agrada a Deus, voltemos a mais ou menos cinco mil anos na história do povo Judeu; no tempo de Moisés, quando por ordem de Deus construiu o Tabernáculo, um local onde os israelitas pudessem prestar cultos e oferecer sacrifícios ao Deus verdadeiro.

O Tabernáculo foi construído segundo as medidas e materiais cuidadosamente escolhidos pelo próprio Deus, pois cada detalhe possuía um simbolismo espiritual para os nossos dias. E dentre as peças e materiais usados no culto, havia o incenso sagrado contendo uma composição única e exclusiva para aquele fim. Ninguém poderia fazer outro igual, como se vê na descrição a seguir: “Disse mais o SENHOR a Moisés: Toma especiarias aromáticas, estoraque, e onicha, e galbano; estas especiarias aromáticas e o incenso puro, em igual proporção; E disto farás incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado, puro e santo; E uma parte dele moerás, e porás diante do testemunho, na tenda da congregação, onde eu virei a ti; coisa santíssima vos será. Porém o incenso que fareis conforme essa composição, não o fareis para vós mesmos; santo será para o SENHOR” Exo.30:34-37.

Muito embora o Tabernáculo e suas peças e tudo o que nele existia consistisse em primeiro plano, em instrumentos tipológicos que apontavam para Jesus; muitos deles representavam também o cristão e seu relacionamento com Deus. E nessa passagem podemos extrair lições importantes que podem ser aplicadas a oração.

Como sabemos, o incenso representa as orações dos santos, como está escrito: E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos” Ap. 5:8. Por isso vamos ao significado dos três principais ingredientes:
ESTORAQUE – Era uma resina extraída de uma planta Storax officinale. O perfume dessa planta era exalado a partir do momento que ela passava pelo processo de esmagamento. Isso fala das nossas orações que devem partir de um coração quebrantado, livre de qualquer tipo de orgulho e prepotência. Como disse o Salmista: “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” Sl. 51:17. Quebrantamento é o mesmo que humildade e sem ela jamais o homem conseguirá alguma coisa da parte de Deus.
GÁLBANO – Era uma planta que exalava o seu cheiro espontaneamente. Isso sugere que nossas orações devem partir de um coração voluntário e cheio de ações de graça. Deus jamais atenderá alguém que se dirige a Ele com um coração endurecido pela incredulidade e a falta de amor. Para ter a sua oração respondida o cristão precisa ter prazer de se comunicar com o seu Pai, e isso de forma espontânea. Nada de formalidades ou gestos forçados.
ONICHA – Era um perfume extraído de um molusco que existe no fundo mar. Pelo fato de ser tirado das profundezas do oceano, fala de nossas orações, pedidos e ações de graças que devem sair do fundo de nosso coração. Deus nos conhece, até mesmo o que vamos pensar Ele já sabe; portanto, quando oramos; Ele conhece muito bem os nossos sentimentos. Ele sabe quando oramos apenas para cumprir uma obrigação e sabe quando O pedimos de coração.

Ore, fale com Deus – Conte a Ele suas necessidades, mas tenha um espírito de submissão a sua vontade; não se esquecendo que Ele não houve ao pecador. Mas se o pecador se arrepender dos seus pecados e procurar viver de forma piedosa Ele estará pronto para ouvi-lo e abençoá-lo.

P. A. B. J. – TO. 05/03/10

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